Um café despretensioso com o head-hunter

- Legal, Tharso… Entendi… Você já fez bastante coisa, né? Mas me conta: o que você quer fazer agora?
- Não sei bem. O que você tem de bom aí?
- Como assim?
- Ah, sei lá… eu quero lidar com gente legal que quer fazer coisas bacanas.
- Certo, mas que coisas são essas?
- O que consigo te dizer é que tô mais interessado em causas legítimas e gente legal do que em glamour.
- Terceiro setor?
- Simpatizo, mas não necessariamente.
- Mas o que você faria num lugar assim?
- Tudo o que eu sei fazer.
- Se você quer um emprego, a minha recomendação é que você faça uma escolha.
- Acho justo. Quais são as alternativas pra eu escolher?
- O que tô dizendo é que você deveria escolher exatamente o que quer fazer.
- Por quê?
- Porque aí fica mais fácil pra encontrar seja lá o que estiver procurando.
- Mas… foi você quem me ligou e chamou pra esta conversa!
- É… eu tenho um cliente que está procurando uma pessoa e achei que você poderia ser essa pessoa.
- Será? Me conta sobre o trabalho e eu te digo.
- Não posso. É sigiloso.
- Sigiloso? Por quê? É ilegal? Se for, tô fora.
- Não é ilegal, mas assinei um NDA que me impede de te dizer.
- Mas… como eu posso falar se quero trabalhar em um lugar se você não me disser que lugar é esse?
- A vaga era boa…
- Me conta e a gente vê se dá pé.
- Será que você tem o perfil?
- Provavelmente, não.
- Humpf…