Posts Tagged ‘humor’

A entrada da internet

Tuesday, February 19th, 2008

Triiiiiiiiiiim, triiiiiiiiiiim…

- Alô…

- Oi, sou eu, tudo bem?

- Tudo ótimo, e você?

- Sim, sim. Liguei pra perguntar se você viu o que saiu hoje na internet.

- Saiu hoje na internet?

- É… tá lá, na internet. Você não viu?

- Não sei… Do que você tá falando?

- Cara, entra na internet!

- Já tô.

- Viu?

- O quê?

- Você tá me gozando?

- Acho que é você que está.

- Cara, dali no meio, mais pro lado esquerdo, quase no alto…

- Como assim?

A conversa foi ficando tensa.

- Porra… tô ficando puto… Você ainda não viu? Me diz o que você tá vendo… O que é que tem no lado esquerdo em cima da internet?

- Como assim? Eu não sei do que você tá falando… Você quer que eu acesse algum site? Qual?

-  Não! Não precisar acessar site nenhum. É logo na entrada da internet, pô!

- Entrada da internet… calma, calma… me diz uma coisa. O que é que tem do lado esquerdo lá no alto da “internet”?

- Tem um link “Assine” e depois outro: “Bate-Papo”.

- Não tem nenhuma marca, um logotipo?

- Tem, lógico. Como sempre teve… Tá escrito UOL.

- Ah….

Blogodependente

Thursday, January 17th, 2008

Como aumentar a produtividade no escritório

Tuesday, January 15th, 2008

Breakfast

Friday, January 11th, 2008

Entrei padaria adentro e pedi meu já tradicional queijo minas quente no pão francês.

- Dito, faz o de sempre pra mim?

E o Dito, todo bonachão, como sempre:

- Opa! Tô colocando na chapa…

Vinte segundos depois, entra o Sêo Manuel, com aquele sotaque que você, leitor, já deve imaginar:

- Dito, doish ovoshh mexidoshh com bacon, no capricho, faishhfavoire.

Pronto, tava feita a merda. Bem ao lado do meu singelo pedaço de queijo foram quebrados dois ovos nojentos. Senti um calafrio ao ver a clara escorrendo pra perto do meu queijinho. Na seqüência, tive de assistir às 3 toneladas de bacon sendo reviradas com aquela espátula ensebada. Respingos de gordura e caquinhos de porco defumado voavam pra cima do meu café da manhã light!

Fiquei tão chocado que não consegui dizer nada. E o Dito, o cara-de-pau do Dito, como se nada tivesse acontecido, finalizou o trabalho e me entregou aquele queijo-minas-egg-bacon com um sorriso sacana no rosto.

Contive o refluxo. Esforcei-me para não parecer afrescalhado… e tasquei uma mordida no bicho. Mas já era tarde demais. Eu já estava tomado pelo ódio, com aquele nó na garganta. Não me contive. Dane-se!

- Dito! Ditô!

- Quê?

- Vem cá, caralho!

- Que foi?

- Morde esta merda!

- Que merda?

- Essa aqui que tu fez!

Numa das cenas mais surreais da minha vida, o Dito levou a sério minha retórica e mordeu o sanduíche. Depois, refletiu por 2 ou 3 segundos.

- Putz… Tá uma merda merrrmo, hein, doutor? Quer outro? Calma aí, vou lavar a chapa.

- Não! Não!

Era tarde demais. Ele, sem hesitar, pegou o frasco de detergente líqüido e tascou na chapa. Subiu aquela fumaceira de ODD.

Levantei e fui-me embora.

Nota: A história é verdadeira, mas o protagonista foi o Léo, que espana de uma forma bem mais explosiva e divertida do que eu.

Gorjeta pouca é bobagem

Thursday, January 10th, 2008

Dia desses, um flanelinha se postou ao lado do carro esperando que lhe desse algum dinheiro. Detalhe interessante é que o cara não estava lá quando cheguei. Geralmente, dou 1 ou 2 Reais, mas nesse dia, revistei os bolsos e achei só uma moedinha de 10 cents. Ainda me desculpei:

- Lamento, amigo. É só o que tenho aqui. Outro dia te dou mais.

O cara pegou a moeda, olhou, fez uma cara de desprezo, jogou o níquel pra dentro do carro e bradou:

- Dez centavos? Aí já é humilhação!

E saiu resmungando.

Outra: Agora há pouco um garoto empacotou minhas compras no caixa expresso do Pão de Açúcar e, ao sair do mercado, dei-lhe uma nota de 1 Real. Ele disse:

- Obrigado.

- De nada. Boa noite.

Depois, fez que ia sair andando e voltou mostrando-me a nota:

- Olha, se você tivesse me dado mais, eu agradeceria do mesmo jeito, tá?

E foi-se. Entendi nada.