Breakfast
Friday, January 11th, 2008Entrei padaria adentro e pedi meu já tradicional queijo minas quente no pão francês.
- Dito, faz o de sempre pra mim?
E o Dito, todo bonachão, como sempre:
- Opa! Tô colocando na chapa…
Vinte segundos depois, entra o Sêo Manuel, com aquele sotaque que você, leitor, já deve imaginar:
- Dito, doish ovoshh mexidoshh com bacon, no capricho, faishhfavoire.
Pronto, tava feita a merda. Bem ao lado do meu singelo pedaço de queijo foram quebrados dois ovos nojentos. Senti um calafrio ao ver a clara escorrendo pra perto do meu queijinho. Na seqüência, tive de assistir às 3 toneladas de bacon sendo reviradas com aquela espátula ensebada. Respingos de gordura e caquinhos de porco defumado voavam pra cima do meu café da manhã light!

Fiquei tão chocado que não consegui dizer nada. E o Dito, o cara-de-pau do Dito, como se nada tivesse acontecido, finalizou o trabalho e me entregou aquele queijo-minas-egg-bacon com um sorriso sacana no rosto.
Contive o refluxo. Esforcei-me para não parecer afrescalhado… e tasquei uma mordida no bicho. Mas já era tarde demais. Eu já estava tomado pelo ódio, com aquele nó na garganta. Não me contive. Dane-se!
- Dito! Ditô!
- Quê?
- Vem cá, caralho!
- Que foi?
- Morde esta merda!
- Que merda?
- Essa aqui que tu fez!
Numa das cenas mais surreais da minha vida, o Dito levou a sério minha retórica e mordeu o sanduíche. Depois, refletiu por 2 ou 3 segundos.
- Putz… Tá uma merda merrrmo, hein, doutor? Quer outro? Calma aí, vou lavar a chapa.
- Não! Não!
Era tarde demais. Ele, sem hesitar, pegou o frasco de detergente líqüido e tascou na chapa. Subiu aquela fumaceira de ODD.
Levantei e fui-me embora.
–
Nota: A história é verdadeira, mas o protagonista foi o Léo, que espana de uma forma bem mais explosiva e divertida do que eu.